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12.05.05

Voltei, não morri

Não escrevi nada. Nem vou me matar para escrever. Quer saber o que andei fazendo? Seguindo conselhos: largando tudo, tirando tempo só para mim. E quer saber o resultado? Foi ótimo!

Ainda bem que aconteceu tanta coisa ruim, só assim poderia acontecer tanta coisa boa em minha vida. O propósito desse blog nunca foi ser mais um "meu querido diário", mas estou com vontade de falar de mim, se não gostar: Fora! Chega de falar dos outros, vou falar de mim, afinal sou o centro do meu mundo, não?

Eu me admiro, não acho que isso me impeça de ser modesta. Sim, me admiro. Sempre passaram a imagem da mulher como o vaso frágil, necessitando de cuidados. Talvez, pelo fato de sermos mais emotivas. Mas, aí que os homens se enganam. Somos fortes. Sabemos lidar muito melhor com as adversidades que os ditos machos. E é essa minha capacidade de lidar com as adversidades que me leva a admirar-me.

Quando acontece algo de ruim em minha vida, usando a expressão que o Roger disse: entro em crise. "Ah! Você é forte e entra em crise? Que contraditório!' Engano, isso realmente sinaliza força. A crise significa que estou tentando lidar com o que estou sentindo, pelo menos no meu caso. Fico de mau humor, fico chata, fico insuportável. Mas, em alguns dias: pronto! Estou nova em folha. Choro, grito, esperneio e pronto passou. Exteriorizo o que estou sentindo e resolvido.

Agora os homens vão tentar achar uma lógica no que estão vivendo, mas nem tudo na vida tem lógica. Mas, isso acontece por que sou orgulhosa,no bom sentido, não posso admitir que uma dificuldade qualquer me vença. Vê lá se vou deixar de viver por algo de ruim que aconteceu.

Afinal de contas se eu fosse me abater, não admiraria a borboleta. Então, é isso: renasci. E muito melhor, dando mais valor a vida e a mim mesma.

+Evelyn, 14:58  |

 

26.04.05

Quero um dia com 48 horas....

Nossa, tinha tanta coisa que eu queria postar. Perdi tudo! Meus textos que não tinha publicado e que estavam em minha pasta foram tudo para o ar.

A pessoa que ajudou a minha mãe a me por no mundo, e que nesse instante me recuso chamar de pai, excluiu tudo o que estava em minha pasta. E como estou sem nenhum tempo para escrever de novo, não sei quando vou voltar aqui. Vou ver se nesse fim de semana dá para recuperar: eutanásia e a eleição do novo Papa. Já estão meio vencidos, mas fazer o quê? Meu dia não tem 48 horas....

+Evelyn, 21:40  |

 

05.04.05

 Sem vontade de pensar, sem tempo para pensar. Tem muita coisa que gostaria de escrever, mas pensar dói, e já tenho dores internas suficientes.

Então, quando eu voltar a viver, volto a escrever, pois por agora estou apenas vegetando.

+Evelyn, 20:40  |

 

24.03.05

Células Reconfiguradoras da Moral

O filósofo Kant defendia que uma ação era correta em si mesma. Para ele o que é certo não variava com as circunstâncias. Porém, as inovações da ciência proporcionaram uma desorganização dos parâmetros morais do homem, desarticulando a filosofia kantiana. A pesquisa com células-tronco mostra que às vezes devemos reconfigurar o que consideramos correto, pois se não o fizermos, o desenvolvimento da ciência, e conseqüentemente o humano, será prejudicado.

O homem cria mecanismos que alteram o rumo natural da vida, porém depois não sabe mais como lidar com o que criou. Muitas vezes ele simplesmente ignora a situação, ou trata de anular sua criação. Somos capazes de viajar pelo espaço, porém não somos capazes de livrar-nos de algumas doenças. Descobrimos então que poderíamos utilizar células indiferenciadas para resolver alguns de nossos problemas. Novas criações  trazem espanto, pois o ser humano se sente ameaçado pelo que desconhece. Tenta de todas as formas anular, destruir sua criação. Porém, após reformular os parâmetros que usa para considerar o que é certo, a aceita sem nenhum problema.

Quando o ser humano aceita sua nova criação pode retomar o curso do desenvolvimento da ciência. Assim, esperamos que a pesquisa com células-tronco se torne algo normal. Para isso é necessário que preconceitos cristalizados há anos se desfaçam.  Temos uma incrível deficiência em julgar o que vemos de forma imparcial. Mesmo tendo a disposição alimentos capazes de nos nutrir adequadamente sem precisarmos ingerir alimentos cárneos, matamos milhares de animais capazes de ter sentimentos tão abstratos, por exemplo o medo, quanto os nossos. Porém, consideramos o uso de células que não nem possuem um sistema neural desenvolvido errado.

Precisamos rever urgentemente nossos conceitos do que consideramos certo e o que consideramos errado. Quando uma inovação científica é apresentada, a humanidade se desestabiliza. Temos uma enorme dificuldade em agir como Aristóteles: agir com moderação. Na maioria das vezes nos portamos como Kant, saímos a julgar tudo como sempre certo ou como sempre errado. Os maiores prejudicados somos nós que deixamos de dar mais agilidade aos avanços científicos.

Evitar o uso de células-tronco é evitar avanços científicos, é colocar obstáculos, é se contentar em andar a passos curtos quando podemos dar saltos. O homem precisa reorganizar rapidamente os parâmetros que a evolução científica desestabilizou, pois o tempo passa. Enquanto alguns se apegam a conceitos antigos, outros sofrem as conseqüências da inércia da ciência.

+Evelyn, 21:05  |

 

17.03.05

Roger, você é culpado!!!

Não deveria estar aqui postando, mas não pude me conter ao ler o comentário do Roger. Achei que não tinha conseguido passar o que queria com o texto, porém o comentário dele conseguiu trazer nexo as minhas idéias.

Roger, você tocou em um assunto fundamental : a liberdade. Acho que  depois da própria vida, ela é o assunto mais enigmático para o ser humano. Se fosse apenas escolher, seria tão fácil. Mas, se você é obrigado a escolher, já não é livre. Gostaria tanto poder não ter que escolher, mas aí já estaria escolhendo: escolhendo não  escolher.

Isso me cheira a Sartre. Sabe, acho que quando o ser humano envelhece se torna automaticamente um homem sério, escolhe não de acordo com suas vontades, não escolhe conscientemente, e sim de acordo com as convenções da sociedade. Roger,era isso eu tentei falar em um texto inteiro e não consegui. Obrigado, sinto aliviada, pois quando tento dizer algo e não consigo achar as palavras para traduzir o que estou sentindo, me sinto presa e angustiada. (Estranha eu, né?)

Para vivermos felizes e realmente livres, é necessário escolhermos de acordo com nossas vontades, deixando assim de sermos pessoas sérias, Mas, para isso é necessário conhecermos a nós mesmos. Alguém já ouviu esse discurso de "Conhece a ti mesmo" em algum lugar?

Assim, podemos chegar a conclusão de que liberdade não é apenas escolhas, e sim um processo de auto conhecimento. Por isso é tão difícil alcançá-la. Como você disse Roger, nem sempre escolhemos entre o que é bom ou mal, e sim entre coisas que amamos. Escolher é estabelecer prioridades.

Só espero que com o passar do tempo, minhas prioridades não se tornem vazias, espero que elas continuem tempo a emoção, o contato humano, as relações afetivas e não as materiais como norteador. Só espero que o humano continue valendo muito mais para mim do que as regras, pois infelizmente a medida que envelhecemos, temos mania de começar a dar mais valor as regras do que as pessoas.

Espero que todos, não só o Roger, busquem a liberdade, pois assim poderão conhecer o interior, as verdadeiras prioridades. E quem sabe, mesmo que o tempo passe, continuar eternamente jovem. (Isso é que é um clichê hehehe)

+Evelyn, 17:18  |

 

15.03.05

Jovem eternamente

Se tem uma frase que todo ser normal já ouviu, e que irá ouvir para o resto de sua vida, é: "Quando você for mais velho....". Não importa a idade do sujeito, sempre terá um velhinho mais velho para te esfregar na cara a sua incompetência. Mesmo que ela se resuma a não se adaptar a maldita dor nas costas.

Quando é criança é repreendido, pois tem que dividir os brinquedos, afinal quando for adulto terá que ceder, pois a pessoa que não cede.... Tudo isso seguido de uma hora de discurso de tudo que um adulto terá que suportar. Na adolescência terá que ouvir que precisa estudar, por que se não... AH! Que futuro horrível que você terá pela frente!!!!

Mas, tem uma coisa que não conformo é com as vantagens de ser mais velho (na verdade nunca achei nenhuma vantagem). Você aprende a ser mais racional e com isso aprende a abrir mão das pessoas que você ama. Na verdade desaprende a amar. Parece drástico, mas é essa a conclusão na qual cheguei.

Durante a juventude, você se relaciona por puro prazer, salvo algumas exceções. Vai às festas por que gosta dos seus amigos que estarão lá, e você se dá bem com eles. Passado os anos, você vai naquele churrasco por que seu chefa estará lá, e é de extrema importância realizar a vontade dele, afinal se você não for, ele pode ficar chateado e negar-lhe a promoção. Ou então vai na casa do fulano, na festinha de aniversário, pois naquela vez que seu pneu furou ele te deu uma mãozinha e agora é a hora de retribuir.

Sim, as amizades se tornam superficiais. O amor esfria. Você ama sua esposa , não por que a considera especial, e sim por que se acostumou a tê-la a seu lado. É mais cômodo assim. Ela lava e passa, toma conta dos filhos e você trabalha. Não é lindo?

Não, não quero envelhecer, pois quanto mais velhos, mais achamos que sabemos. Quanto mais achamos que sabemos, mais orgulhosos ficamos e quanto mais orgulhoso mais queremos dar lições "preciosas" ao mais novos.

Não, não quero envelhecer. Quero continuar passional, quero continuar emotiva. Quero continuar achando que meus amigos são as coisas mais importantes que pode haver no mundo. Quero morrer de amor a cada relacionamento. Quero sentir tudo intensamente, pois se ser velho é ser hipócrita e frio como os mais velhos que vejo por aí, não obrigado. Não quero ter anos de experiência, quero ter a simplicidade que vejo nos olhos de meu irmão.

+Evelyn, 20:49  |

 

12.03.05

Mudei...

Como muita coisa mudou em minha vida, resolvi mudar meu template também. Peguei emprestado uma pintura  de Van Gogh. Notem que coloquei o título do blog bem pequenininho para não atrapalhar o quadro. Na verdade, pedaço de quadro.

Será que isso, de pegar a obra alheia, não é uma atitude desprezível? Bem na verdade, desprezível é existir quadros tão bonitos e estarem ao alcance de tão poucos. Então, viva a Internet que me possibilita apreciá-los...

+Evelyn, 19:56 |

 

11.03.05

Chata, muito chata
Estou cansada. O ano nem começou e já sinto todas as minhas energias esgotadas. Tudo mudou agora em minha vida. Não quero mais ser médica.
Falei isso para um colega da minha sala e ele disse que era por que eu queria fazer por causa de outra pessoa. Tenho que confessar que meu sangue ferveu e tive que contar até dez para não dar uma má resposta. Se tem algo em minha vida que me irrita é dizerem que não tenho opinião própria. Quis ser médica com toda a força da minha alma, com toda minha vontade, mas mudei. Sei que eu poderia ser uma boa médica, porém aconteceu tanta coisa em minha vida, tanta coisa dolorida. Foi tanto sofrimento.
Quando me perguntavam a causa da mudança, não sabia explicar ao certo. Sabia simplesmente que quando pensava nessa profissão sentia repulsa. Como não dou conta de agir de uma maneira sem saber a causa da minha ação, fui investigar meu interior e vi, que de alguma forma, culpo o curso que tinha escolhido por todo sofrimento que passei nas últimas semanas.
Parece loucura, mas é assim que me sinto. Não quero saber das pessoas, não quero saber de ter que relacionar, de ter que me estressar para manter a harmonia nas relações humanas. Não quero discutir política, não quero falar sobre aborto, nem das células tronco. Pelo menos por enquanto. Estou na fase introvertida, egoísta e chata. Muito chata.


P.S.: Mudei, mas ainda me recuso a mudar o "Sobre mim" aí do lado....


+Evelyn, 19:56 |

 

03.03.05

Voltei...
Vou voltar a postar. Não que esse site deixou de me trazer lembranças, e sim por que preciso escrever. Tenho um vestibular no meio do ano e tenho que fazer uma redação. Então terei que continuar escrevendo e treinando minha escrita.
Muita coisa mudou em minha vida, mas por enquanto não desejo falar sobre isso. Quem sabe amanhã?


+Evelyn, 21:29 |

 
 
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